segunda-feira, 22 de junho de 2009

Pais Indisciplinados

Pais indisciplinados"



Por Cel Araujo
03 / 06 / 2009
CGC Comunicação - 02/06/2009
Por Geiva Glock Timoner *
Generalizações à parte, os pais perdidos e amedrontados, são os grandes mobilizadores da indisciplina em nossas salas de aula.
Um dos temas mais presentes nas discussões sobre educação é a indisciplina. Falamos de como os alunos se comportam, o modo como falam e, em especial, da sua falta de limites. Chama nossa atenção o modo como nossos alunos ou filhos se comportam. De forma saudosa, comparamos o movimento de hoje com os tempos de outrora: era mais fácil ser pai (ou mãe), um filho não levantava a voz para seu pai ou professor, desobedecer a uma ordem de um professor era impensável.
Convivemos hoje com alunos que mostram dificuldade em ouvir a palavra não. Entender que nem tudo é possível ou que não podemos ter tudo que desejamos no momento em que queremos parece ser um árduo desafio. Os jovens parecem não entender o perigo de sair de casa sem hora para voltar, ir a uma festa e beber sem ter um responsável acompanhando, “ficar” com alguém, compartilhando intimidades, sem cuidados pessoais mínimos.
Situações que nossos pais nem sonhavam em vivenciar apresentam-se hoje como corriqueiras para inúmeros pais de adolescentes. É nesse momento que muitos pais perdem a noção do que é adequado (ou não) para as diferentes faixas etárias. A confusão envolve a capacidade de deliberar sobre o que um filho pode ou não fazer. A escola, como sempre, parceira dos bons e maus momentos, acaba por ser inserida neste processo.
Cabe a ela decidir, em muitos momentos, o que a família deveria fazer. Cabe a escola orientar sobre decisões que nossos pais achariam banais. Por exemplo: como fazer para que o filho arrume o quarto? Como dizer que o filho não pode comprar um último lançamento caríssimo, se todos os amigos já compraram? Conseqüentemente, o que seria uma situação ou conflito familiar, torna-se um problema educacional. O adolescente que não arruma o quarto ou não aceita limites dos pais é aquele que questiona o professor e não aceita suas regras.
A aluna que tenta questionar as regras de casa é aquela que critica coordenação ou professores que observam falhas ou displicência em suas atitudes na escola. Por sua vez, os pais destes alunos tornam-se aqueles que cobram da escola uma postura e regras firmes, a lição de casa e as tarefas organizadas. E, caso não sejam atendidos imediatamente, agridem e recorrem a todo tipo de medida para que seus filhos sejam atendidos satisfatoriamente. Generalizações à parte, os pais perdidos e amedrontados, são os grandes mobilizadores da indisciplina em nossas salas de aula.
Os filhos, pequenos ou grandes, desafiam a escola em busca do limite e da continência que os pais não podem oferecer. Os pais culpam a escola por uma função que é deles e reclamam de atitudes que caberiam a eles próprios. A escola fica pressionada entre questionar e orientar estes pais e devolver a eles o que a eles pertence.
A função de educar é dos pais e da família. A escola não deve se isentar deste trabalho, mas não pode assumir limites que não lhe cabem. Por uma questão de mercado, marketing ou ideologia, isto acaba muitas vezes ocorrendo. Neste caso, é preciso entender que esta é uma nova indisciplina.
Não basta trabalhar as questões de aprendizagem. A nova indisciplina surge da falta de limites claros por parte dos adultos, da confusão entre dar tudo que se pede e não saber dizer sim ou não. A nova indisciplina aparece de um vazio, que precisa desesperadamente de adultos sensatos para preenchê-lo.
Em encontros com pais de adolescentes ou crianças, o Grupo Escuta busca fortalecer o grupo para que eles possam dar sustentação ao projeto de vida de seus filhos. Muitas vezes, trocando experiências com outros pais da mesma faixa etária, ouvindo suas inquietações, escutando suas angústias, torna-se mais fácil assumir uma posição e defendê-la. O desafio é escutar a si próprio e às demandas da família.
* Psicóloga e especialista em psicopedagogia. Atua como Coordenadora Pedagógica de escola particular e é integrante do Grupo Escuta
Última Atualização ( 03 / 06 / 2009 )
::. Pais Incompetentes, Reflexos na EscolaPoeta Professor Silas Correa LeiteSite pessoal: www.itarare.com.br/silas.htmE-mail - poesilas@terra.com.brPoeta Prof. Silas Corrêa Leite, Educador, Jornalista, Escritor Premiado De Itararé-SP Membro da UBE-União Brasileira de EscritoresEducador da Rede Pública e Particular de Ensino. Pós-graduado em Educação, Literatura, Relações Raciais e Inteligência Emocional. Autor do Romance Virtual de sucesso ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS, no site: www.hotbook.com.br/rom01scl.htm
Para Danuza Leão
Tem mulher que nasceu mesmo para ser Mãe, no mais belo sentido da palavra que por si só já é magna e representa muito. Basta ver não apenas como trata os filhos, mas como trata os sobrinhos, os irmãos, os pais, os amigos, os alunos, os profissionais competentes, as pessoas em geral. É a mãe de todos, a chamada mãe perfeita.
Tem gente que trabalha, estuda, dirige, reclama, provoca crises, ganha dinheiro, e o filho é só mais um acessório em torno, no derredor, nasceu para ser tudo – e poderosa, vitoriosa, vá lá - menos mãe mesmo.
Pais e filhos. Mães e Pais. Pai é tudo aquilo entre herói e bandido, irmão e amigo, sábio e referencial. Tem gente que nasceu pra isso, de esquentar a chuquinha até trocar fraldas, fazer papinhas, dar banho, cantar cantiga de ninar, casos raros. A maioria não é assim, infelizmente. O pai chega cansado do batente, machista e abrupto, ou atende o filho carente com tantos perguntas e descobrimentos pueris, ou lê o jornal; ou brinca de bola com o júnior ou assiste o jogo do seu timão, por aí. O filhote se acomoda e pronto, e, falando sério, na melhor das hipóteses, claro, vira Corinthiano também se o pai de uma forma ou de outra é legal. Se não for, cedo ou tarde o filho transgride, troca de time, vira a camisa. Pra desgosto do pai com algum problema no ensinamento. Porque não há kit básico de pai.
Amar se aprende amando? Pois é, ser pai se aprende sendo.
Segundo Freud todos os nossos problemas na verdade derivam desse momento, desse precioso tempo, do nosso próprio lar. Pais e Filhos e as relações afetivas circundantes. Tem gente que nasce para ser pai e sabe sê-lo no amor e na sanção, sem perder a ternura. Provê afetivamente e puxa a orelha, coloca de castigo. Quem ama pune.
Tem muita mãe pelaí que é mãe por acidente, maldita falta de planejamento; o filho é suportável, não para definitivamente e diuturnamente amá-lo e sabê-lo, pensá-lo. E cabe ao mundo (com tantos riscos) decifrá-lo, maltratá-lo muito, corrigí-lo (ou não), e é aí que mora o perigo.
É na Escola que estoura a bomba-filho, para os outros, claro. Professor professa a aula, passa o conteúdo pragmático, tem que ter dom, missão, educação, didática, essas coisas, mas ainda assim tem que ser essencialmente profissional honesto e humano. Pois – com esses pais incompetentes e filhos problemáticos – o professor rebola para tentar ser (e não é preparado para isso como desvio de função): assistente social, enfermeiro, psicólogo, padre, confidente, regulador de voltagens, sanador de falta de peças de reposição afetiva e vai por aí o problema nas relação filho (enquanto ser humano) e sociedade-filho, grupo social, aluno e o mundo que é cruel em erros graves, não perdoa. Quem não se dá bem com o filho, passa o problema para a escola?
E você viu alguém que não se dá bem com professor ter alguma coisa de sucesso na vida. Muito difícil.
Sobra pro professor, pra escola, até que, bem ou mal corrigida a criança, o jovem, o mundo recepta-o no primeiro emprego, no tranco do vestibular, na feroz torcida-gangue, nas drogas, nos desvios sexuais ponhamos assim, e perde todo mundo, perde a sociedade, perde a educação propriamente dita, mas perdem ainda mais os pais, se é que têm a exata consciência disso pela incompetência que nem sempre regulam bem ou que não têm estrutura familiar e daí pra infração, pro crime, pra balada com drogas e mesmo para a violência é questão de espaço, meio, núcleo de abandono, má companhia. E alguns pais mal-resolvidos culpam a escola por tudo, culpam os professores. Esses não nasceram para ser pais. Mas o pior é que pensam que são. Precisam de tratamento, como os filhos que herdaram males deles.
Será que, só mesmo alguns pais ruins aí, que não sacam que esses descaminhos surgiram em casa e eles são culpados, portanto, devem pedir arrego pro ego, pedir ajuda, correr atrás, buscar ajudas, não simples e bobamente culpar a escola ou mesmo o mestre que não foi quem gerou aquilo e tem que tentar de alguma maneira insólita curar aquilo, mais, pior, suportar aquilo? Essa é a questão. Esse é o problema.
Mãe chata, mal-amada, falsa, presunçosa, arrogante – não somos todos seres humanos? – quando não solteiras, viúvas, abandonadas (quem suporta conviver com uma pessoa assim), tendo que segurar o tranco da sobrevivência, às vezes esquecem a ração diária de amor pelo filho, e quando se tocam, está lá o júnior dando graves problemas insuperáveis na escola, dando bandeira na rua e suas associações espúrias, quando a Coordenadoria Pedagógica grita, tá lá a mãe só defendendo o filho, não a verdade plena, como se fechando as máscaras entre a resignação e a incompetência, querendo culpar a escola, ou cobrando que a escola suporte a aberração que criou mas que não sacou o lance ainda. São várias as vertentes.
Nunca foi tão difícil para um professor, como agora, tentar pelo conteúdo de uma matéria, uma ciência, e na própria práxis pedagógica, fazer um serviço que não é dele, reeducar o adolescente que saiu mal-feito enquanto Ser e enquanto Humanus de casa, por problemas com os pais daninhos e incoerentes, e o aluno pensa, imaturo que é, que pode soltar todo aquele inferno íntimo, pessoal, na escola, numa convivência em grupo. Azar do professor.
Pais incompetentes, filhos infratores.
Os pais brigam, são falsos, vivem crises em constrangimentos sublimados e, bobos, descompromissados ou egoístas, pensam que o filhinho ainda é inocente, puro, não saca nada. Grande erro. Grave erro. Criança saca logo e tudo. Pegam no ar. Sabe que o relacionamento é de fachada, foi pro vinagre, ou que a mãe é mandona e quizilenta, quando não mau caráter achando que é o que não é, ou que o pai apronta e vai por aí o bolero dos casamentos em decadência. Sobra pra cabeça do filho, que ali guarda uma mágoa, e, claro, vai desatar o nó quando der chance pro despojo.
Sobra na escola. Pro professor. Os pais não têm diálogos, não são transparentes, e toma lá o professor a receber o filho com seus estigmas e suas seqüelas. E muitos casos são resolvidos aí, com alguma sorte, com algum zelo e extrapolando a própria docência em si.
Noventa por centro dos problemas na escola com alunos azedos, é só sacar os pais. A cara de um e o problema-júnior de outro. Pais que muito defendem os filhos errados, infratores, tentam repassar a própria incompetência que não assumem da má criação, ou de falsas atitudes e referenciais insanos de meios improbos. Pior, são eles que precisam de psicólogo; serem amados, superar problemas de todos os tipos, procurar um analista, para então, só depois disso, gabaritados, pensarem em um planejamento familiar e criar os filhotes com ética e alma cidadã.
Mas não é assim que acontece. Muito pelo contrário, infelizmente. Uma boa família, mesmo pobre, com muito diálogo e amor, vai sim produzir bons filhos, por conseqüência bons alunos, educados, pelo menos. Muitas mães se acham as tais. Mesmo paradoxais (parecem uma coisa que não são. São uma coisa só de fachada), querem demonstrar que educaram bem o filho (quando não educaram), quando a escola aponta o grave problema, ameaçam burramente, berram intransigentes e, são exatamente o que os filhos fizeram refletindo espelhos: despreparadas.
E pessoas despreparadas (ou desqualificadas enquanto cidadãs) não deveriam gerar, pois acabam proliferando neuras de seus núcleos de abandonos. A sociedade, claro, colabora em muito com a situação-problema, desde a crise moral, a impunidade, o consumismo, o desemprego generalizado, a má formação do clã, tudo isso interfere e piora. Mas os pais devem buscar ajuda quando perdem o controle dos filhos. Só que têm vergonha de buscar ajuda, como se isso fosse um atestado de incompetência. Não é por aí.
Nunca vi falar que escola estraga aluno, de alguma maneira que ele não pode ser recuperado, e sanado o eventual problema de percurso em curto prazo. Mas pais e mães incompetentes, são sim, os culpados pelos problemas sociais irrecuperáveis dos filhos, aliás, frutos, eles mesmos, os pais, de anteriores graves seqüelas punitivas-educacionais de seus antepassados que eles nunca souberam resolver definitivamente, então desviam óticas, falem noções posturais, e assim, por esses e outros motivos emergenciais produzem filhos-problemas como resultantes-espelhos.
Pais brilhantes, filhos extremamente humanos, cidadãos. Educados, finos, polidos, mesmo que questionadores ou críticos.
Pais incompetentes? Tudo estoura na escola e depois, vá lá, os pais incompetentes acabam por fim produzindo filhos que depois de definitivamente perdidos, viram marginalizados sociais. Quando fazia direito, fui fazer uma pesquisa com marginais condenados numa casa de detenção. Eram raros os casos que os sentenciados não tinham que não fosse de origem familiar. Em nenhum caso foi um profissional da educação o culpado por uma vida pregressa de má resultante qualquer.
E aí perde todo mundo, inclusive a escola e o país, porque professor não foi feito para dar a educação (caráter, sanção, estrutura) em si, mas para lecionar com competência a matéria, sendo ético e dinâmico, reger aulas gostosas didaticamente, na sua docência que até tem que ser sim ético-humanista mas não punitiva ou corretiva, muito menos por incompetência de pais despreparados para serem pais, ou que de alguma forma mesmo que tácita pediram demissão de serem pais e não assume essa má formação.

domingo, 21 de junho de 2009

Teste de leitura e escrita

TESTE DA LEITURA E DA ESCRITA

TESTE DA LEITURA
O avaliador apresentará a criança os instrumentos de avaliação de leitura na seguinte sequencia:
TEXTO- FRASES- PALAVRAS- SÍLABAS- LETRAS
PASSO A PASSO:
1- Apresentar 1 texto para que a criança leia, variar os textos para outras crianças, após a leitura feita pela criança o avaliador irá realizar questões de compreenção sobre textos;
2- Caso a criança não leia o texto, apresentar a ela as frases, sendo no mínimo 4 frases;
3- Caso a criança não leia as frases apresentar as palavras, mostrar no mínimo 12, sendo pelo menos 4 monossílabas, 4 dissílabas, e 4 trissílabas;
4- Caso a criança não leia as palavras, apresentar sílabas simples e complexas mostrar no mínimo 10;
5- Por fim se a criança não leia as sílabas apresente uma cartela com todas as letras do alfabeto
Observação: Para fechar o diagnóstico responda as questões abaixo:
FICHA DE PREENCHIMENTO DE DIAGNÓSTICOEscola:____________________ Localidade __________________Professor: _________________________Nº Total de Alunos: ____________________
Nº Total de Alunos Avaliados: ___________PONTOS A SEREM AVALIADOSApresenta noção de direção da escritaEsquerda para direitaEscreve Seu nome expontaneamenteRecohece vogaisReconhece vogaisReconhece consoantesReconhece sílabas simples C+VReconhece sílabas complexas
V+CC+V+CC+V+VAluno(a)Palavras Monossílabas: Não lê, lê silabando, lê fluentemente
Palavras Dissílabas: Não lê, lê silabando, lê fluentementePalavras Trissílabas : Não lê , lê silabando, lê fluentementePalavras : Polissílabas: Não lê, lê silabando, lê fluentementeLeitura de Frases: Compreende, não compreende, lê silabando ou fluentemente
Leitura de Textos. Compreende, não compreende, lê silabando ou fluentemente.
Para avaliar a escrita o professor (a) solicitará que a criança escreva espontaneamente o seu nome em papel ofício.
Deixar a criança bastante a vontade para escrever, pedir que a mesma escreva da melhor maneira que ela souber, sem se preocupar se estar certo ou errado. Procure estimular a criança, perguntando: quantas letras você acha que precisa para escrever seu nome? Quais os sons que você escuta quando fala essa palavra? Quais letras você acredita que pode usar?
Jamais dizer quais letras a criança deverá utilizar.
Lúcia carlota

domingo, 31 de maio de 2009

Noção do número , jogos.

. JOGO DO TABULEIRO- Material: tabuleiro individual com 20 divisões, um dado com pontos ou numeração, material de contagem para preencher o tabuleiro (fichas, tampinhas, etc).- Aplicação: cada jogador, na sua vez, joga o dado e coloca no tabuleiro o número de tampinhas indicado no dado. Os jogadores devem encher seus tabuleiros.2. JOGO TIRANDO DO PRATO- Material: pratos de papelão ou isopor (um para cada criança), material de contagem (ex.: 20 para cada criança), dado.- Aplicação: os jogadores começam com 20 objetos dentro do prato e revezam-se jogando o dado, retirando as peças, quantas indicadas pela quantidade que nele aparece. Vence quem esvaziar seu prato primeiro.3. BATALHA- Material: baralho de cartas de ÁS a 10.- Aplicação: um dos jogadores distribui (divide) todas as cartas entre todos. Cada criança arruma sua pilha com as cartas viradas para baixo, sem olhar para as faces numeradas. Os jogadores da mesa (2, 3 ou 4) viram a carta superior da sua pilha e COMPARAM os números. Aquele que virar a carta de quantidade “maior” (número maior) pega todas para si e coloca num monte à parte. Jogar até as pilhas terminarem.- Se abrirem cartas de mesmo valor, deixar na mesa e virar as próximas do seu monte.- Vence aquele que pegar o maior número de cartas (estratégias: comparar a altura das pilhas, contar, estimar).
4. LOTO DE QUANTIDADE- Material: dado com pontos, cartelas com desenhos da configuração do dado e fichas para marcar as cartelas sorteadas.- Aplicação: cada jogador recebe uma cartela com três desenhos que representem uma das faces do dado. Na sua vez, joga o dado e se tiver na sua cartela um desenho IGUAL ao da face sorteada, deve cobri-la com a ficha. Termina quando alguém cobrir os três desenhos da sua cartela.JOGO DO 1 OU 2 - Material: dado com apenas os números 1 e 2, ou fichas em uma sacola (números 1 e 2).- Aplicação: Cada jogador, na sua vez, joga o dado, ou retira uma ficha. O jogador lê o número e procura identificar em seu corpo partes que sejam únicas (ex.: nariz, boca, cabeça, etc) ou duplas (olhos, orelhas, braços, etc). Não pode repetir o que o outro já disse. Caso não lembre, a criança passa a vez. Jogar até esgotar as partes.
SACOLA MÁGICA- Material: uma sacola, um dado, materiais variados (em quantidade).- Aplicação: uma criança joga o dado, lê o número e retira da sacola a quantidade de objetos correspondente à indicação do dado. Passa a vez a outro jogador, até que todos os objetos sejam retirados da sacola. Podemos comparar as quantidades no final (mais/menos, muitos/poucos).
. FORMANDO GRUPOS- Material: apito, cartazes com números escritos.- Aplicação: as crianças se espalham em um lugar amplo, até que se toque o apito. A professora mostra um cartaz com o número e as crianças deverão formar grupos com os componentes de acordo com o número dito.- Discutir: quantos conjuntos? Quantas crianças ficaram de fora?
O QUE É, O QUE É? - Material: uma sacola e os blocos lógicos (sugiro 4 peças diferentes).- Aplicação: Selecionar as peças colocadas dentro do saco e mostrar às crianças. A criança coloca a mão no saco e através do tato identificará a forma que tateou. À medida que forem retiradas do saco, perguntar quantas ainda faltam.- Variação: a professora coloca a mão, descreve e as crianças tentam adivinhar. Ex.: tem quatro lados do mesmo tamanho (quadrado).
. DEZ COLORIDOS- Material: canudos coloridos, copos de plástico e cartões com as cores dos canudinhos disponíveis.- Aplicação: as crianças formam grupos e cada uma retira de uma caixa maior um número determinado de canudinhos coloridos (ex.: pegue 10 canudinhos coloridos) e coloca em seu copo. Quando a professora sortear uma COR, os componentes colocam seus canudinhos da cor sorteada no centro da mesa. Solicitar que contem o total de canudinhos. Registrar os valores de cada grupo e recolher os canudinhos do grupo.- Variação: o jogo pode ser individual (cada criança retira os canudos) e contam quem tirou mais / menos / mesma quantidade, etc.
-TabuleiroOrganização da Classe: Duplas.Material: Um tabuleiro (um papel cartão retângular qaudriculado em 4 linhas e 6 colunas) para cada jogador ou dupla.Regras-Um dado e fichas ( tampinhas, botões, grãos ) para cada jogador-Cada jogador na sua vez joga o dado e coloca no tabuleiro o número de tampinhas indicado no dado.-Vence o jogador que encher seu tabuleiro primeiro.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ajudando os pais a ajudar

Nossa sociedade mudou, temos uma inversão de papeis e valores, mais informação do que podemos absorver, a mulher trabalha fora, o avanço tecnológico foi grande, a família mudou, a criança mudou, o aluno e a escola também mudaram....Tanta mudança gera confusão e expectativas. Buscando proteger os filhos das mudanças, os pais estão oferecendo proteção excessiva, ao invés de desenvolver as capacidades dos filhos para que eles vençam na sociedade. A família está perdida e acaba achando que a escola é que tem que educar seus filhos. A família é responsável pela educação e a escola, pela formação de habilidades para competências na vida adulta.
Neste contexto, o melhor que podemos fazer por nossos filhos é sermos consistentes na sua formação desde bem pequenos, a frustração, o não dito com firmeza, as tarefas diárias, o dinheiro regulado, o tempo bem distribuído, entre outros limites, favorecem a conscientização cidadã. Mas, nada disto terá qualquer significado se não for mediado pelo exemplo dos adultos; nossos filhos são frutos do meio, porém é na relação familiar que os verdadeiros valores se formam e se consolidam. De nada adianta os pais darem limites, como assistir à tevê só em determinadas horas, proibir certos tipos de música, cobrar respeito ao próximo, exigir que não falem palavrão, se eles burlam as leis e os valores morais e adotam a postura: "faça o que eu falo, mais não faça o que eu faço". Suas atitudes valem mais que mil palavras. Busque ações simples e concretas que possam ajudar seu filho a assumir responsabilidades de forma coesa e correta, como por exemplo: peça a seu filho, principalmente os menores, para que o ajude com os afazeres (guardar os brinquedos, limpar a mesa ou guardar a roupa limpa), comente com eles os programas e musicas atuais, coloque-o a par da realidade financeira da família. A criança que aprende ter responsabilidades desde de pequena, sai melhor na escola e na vida! Lembre-se: "a palavra convence, o exemplo arrasta". Seja um modelo a ser seguido, que lê, acha a aprendizagem emocionante, gosta de resolver problemas, tentar coisas novas e que respeita a si mesmo, o outro e as regras da sociedade. Na relação com a escola, esteja seguro da escolha que fez e dê espaço para a escola trabalhar. Demonstre respeito tanto pelo sistema escolar quanto pelo professor. As acusações verbais contra a escola podem engendrar em seu filho sentimentos contrários à escola e dar a ele um pretexto para não se esforçar. Mesmo quando não estiver de acordo com uma política da escola, é seu papel estimulá-lo a obedecer às regras da escola, assim como precisará obedecer às regras mais amplas da sociedade. Caso esteja descontente com a escola, procure o responsável e converse com ele. Como pais, não questionamos o pediatra, o dentista, no máximo sugerimos, mas na escola nos achamos no direito de dar palpites de determinar ações, de corrigir a metodologia ou a proposta educacional. Será que, nos pais, somos os especialistas nesta área? Quando a criança entra na escola, ela começa a aprender a enfrentar a vida por conta própria. E, se os pais insistem em intervir nesse processo, só um sai perdendo: a criança ou o adolescente. Quase todos os pais têm a "mania" de perguntar aos filhos como foi o dia na escola. Isto é positivo, ajuda-o a sentir que a escola é importante para a família, porém, quando isto se torno uma cobrança, onde o filho é obrigado a falar sobre a escola, se transforma em um desrespeito. É preciso que os pais entendam que a escola é o primeiro lugar onde os seus filhos têm controle sobre uma situação que eles (pais) não têm. É o primeiro sentimento de privacidade! E é preciso que os pais respeitem isto. A criança não querer comentar sobre a escola, não significa que não goste da escola. Na escola, seu filho deverá compreender que os deveres de casa, os trabalhos escolares e as notas são questões estritamente entre ele e seus professores, que deverão estabelecer as metas para atingir um melhor aproveitamento escolar. Seu filho deve sentir-se responsável pelo êxito e pelos fracassos na escola. Muitas vezes por ansiedade ou por necessidade de controle, invadimos o espaço escolar, a intenção sempre é a melhor, porém corremos o risco de passar a mensagem errada, assumindo a responsabilidade de estudar no lugar de nossos filhos. Os pais que se sentem responsáveis pelo aproveitamento escolar de seus filhos abrem a porta para que seu filho passe a responsabilidade disto para eles, os pais. Isto é muito comum na hora do "Para Casa", a cena é: pais cobrando e filhos enrolando. Não se torne o responsável pelo dever de casa. De autonomia para seu filho e também demonstre que confia em sua capacidade.Já pensou ao invés de cobrar o dever de casa, perguntar a que horas ele irá fazer e se irá precisar de algo específico para as atividades. Isto é ser parceiro no processo e não o dono do processo. Assumir a responsabilidade pelos deveres de casa ajuda as crianças a crescerem e se tornarem adultos responsáveis que cumprem suas promessas, respeitam seus limites e triunfam em suas tarefas. Um dos principais objetivos do dever de casa é ensinar a seu filho como trabalhar por conta própria. Por outro lado, não se esqueça é muito importante que ele perceba sua atenção aos deveres de casa e também às atividades diárias da escola. Só não se esqueça de respeitar os diversos ritmos de aprendizagem, cada um tem o seu ritmo e o seu tempo, não dá pra ficar comparando, mesmo que o seu filho e o filho do vizinho tenham a mesma idade e estudem na mesma escola.
A boa colheita depende da semeadura
Tudo que aqui foi dito, precisa ter como pano de fundo, uma escolha consciente pela escola para seus filhos. Hoje existem inúmeras propostas e metodologias, cabe a cada família buscar aquela que melhor ira complementar a formação que deseja para seus filhos. Gostaria apenas de ressaltar ainda, a escolha da escola para os pequenos, na educação infantil, a criança não vai para escola só pra brincar, a educação infantil é a base para a vida escolar; de 0 a 6 anos aprendemos comportamentos que iremos precisar para a vida inteira, é também o período que temos a maior capacidade de absorver informações. Assim escolher uma escola neste período requer muita seriedade e comprometimento. As formas de ensinar são lúdicas (brincadeiras muitas vezes) mais a intencionalidade é que faz toda a diferença.
Para terminar, como educadora e mãe, deixo algumas sugestões:
Trabalhe junto com a escola. Escola e família têm papeis diferentes, mais um objetivo comum. Respeite o espaça de cada um.
Pergunte sempre a seu filho, como foi o dia na escola, mas não cobre uma resposta. Respeite sua privacidade.
Compreenda que a responsabilidade das tarefas de casas é do seu filho.Seja parceiro quando necessário, mas não assuma a responsabilidade. Permita que ele arque com as conseqüências. Ah! Lembre-se que não é objetivo de um bom dever de casa, manter seu filho ocupado, assim não deve ser em excesso.
Estimule-o a pensar por si só. Deixe que ele resolva os seus problemas, busque alternativas, ache soluções.
Não torne o horário de estudos uma batalha, negocie e estabeleça metas. Cobre os resultados.
Preocupe-se menos com a nota e mais com a aprendizagem.
Confie na escola e caso tenha duvidas resolva-as com a escola e não com outros pais ou com seus filhos.
Escolha bem a escola que irá matricular seus filhos, visite-a e conheça seu Projeto Político Pedagógico, após a escolha acredite em sua proposta e aceite sua forma de trabalhar.
Ao ir ao shopping, visite também as livrarias com o seu filho.
Lembre-se: "a palavra convence, mas o exemplo arrasta" Seus comentários e principalmente suas ações influenciam diretamente na vida escolar de seus filhos. Bibliografia: Entrevistas diversas com Tânia Zagury e Roseli Sayão.
Autora: Thereza BordoniVeja mais detalhes sobre a autora nas notas abaixo.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Dificuldades de aprendizagem, de onde vem?

Dificuldades de aprendizagem: de onde vem o problema?
Agência EstadoPor Julia Trevisan Falta de concentração durante as aulas, desinteresse por qualquer assunto ligado à escola e as temidas notas baixas. Quem tem filhos em idade pré-escolar sente arrepios só de pensar que a criança possa enfrentar algum tipo de dificuldade que retarde ou comprometa seu processo de aprendizagem.
E apesar de estes problemas fazerem parte do cotidiano de muitas famílias, a investigação de suas causas e a busca pelo melhor tratamento nem sempre são feitas da maneira correta. Para reverter o caso e garantir à criança uma boa volta por cima, a melhor receita é uma parceria firme entre a escola e a família.O primeiro relato da dificuldade costuma (e deve) vir justamente da escola, apesar de alguns pais mais atentos conseguirem perceber que a criança não está bem ou rendendo tudo o que poderia. “A escola deveria estar apta a fazer esse diagnóstico, por meio de conhecimentos específicos, como por exemplo identificar problemas no desenvolvimento psicomotor que podem prejudicar o processo de aprendizagem do aluno”, acredita Nádia Bossa, psicopedagoga que estuda o assunto há 20 anos e é autora de diversos livros, entre eles “Fracasso Escolar: um olhar psicopedagógico”. Além do baixo rendimento, elementos como a própria postura do aluno em classe, a forma como ele escreve e até mesmo o tipo de erros que comete podem revelar aspectos importantes sobre as causas da dificuldade de aprendizagem. “É o professor quem deve saber quais os requisitos necessários para o aprendizado de um determinado conteúdo”, completa a psicopedagoga. O passo seguinte deve ser a comunicação do problema aos pais e a troca de informações sobre a rotina e os hábitos da criança, além de um levantamento de mudanças recentes em sua vida. “A não aprendizagem pode ser um sintoma de que algo com a criança não está bem. Ela bloqueia o estudo inconscientemente, como um mecanismo de defesa, uma forma não muito adequada desenvolvida para não aprender”, afirma Silvia Amaral de Mello Pinto, psicopedagoga e coordenadora do Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento (CAD), em São Paulo.As causas para dificuldades no aprendizado são variadas e podem vir de questões emocionais, como por exemplo uma separação dramática dos pais, um caso de luto na família ou mesmo o nascimento de um irmão. Essas situações sugam a energia da criança e impedem que ela concentre seu foco em qualquer outra coisa. “Ela fica preocupada com o assunto ou fantasiando para não entrar em contato com a realidade. E o conteúdo escolar é a realidade”, relata Nádia Bossa. “Acontecimentos novos como os citados podem gerar ansiedade e consequentemente muita agitação, o que muitas vezes é até confundido com hiperatividade”, completa.“Às vezes, o problema é mais sutil, como a falta de tempo e de organização do pai e da mãe. Trabalhar demais e deixar de lado questões como a escolha de um bom local para a criança fazer sua lição de casa, impor horários, estabelecer limites e dizer não para certas coisas pode atrapalhar”, afirma Silvia Amaral de Mello Pinto.Entre os distúrbios orgânicos estão os problemas de maturação do Sistema Nervoso Central, de ansiedade exagerada e decorrentes de efeitos de certos medicamentos que interferem no ânimo ou causam problemas de memória ou concentração. Existem ainda as dificuldades específicas em determinadas áreas, como a dislexia (troca das letras na leitura e na escrita), e a discalculia (problemas em cálculos). A falta de motivação também é capaz de prejudicar a aprendizagem e pode ter sua origem na relação da própria família com os estudos. A ligação da escola com castigos ou a algum tipo de pressão e mesmo a falta de importância dada pelos pais ao conhecimento em si são fortes desencorajadores do aluno. “Outro fator é a própria concepção de aprendizagem, que é o processo que nos torna humanos. Aprendemos a andar, a ser membro da cultura em que vivemos e aprendemos também os conceitos científicos apresentados na escola. E a aprendizagem de conceitos acadêmicos, como geografia, por exemplo, depende de aprendizagens anteriores, que são resultado de exploração do mundo, responsáveis, por exemplo, pela construção da noção de espaço”, explica a psicopedagoga Nádia Bossa. Por exemplo, crianças com dificuldades para reconhecer os lados direito e esquerdo dificilmente consequem aprender coisas como pontos cardeais ou a referência de leste e oeste.ou até mesmo a posição relativa dos numeros. “O processo de aprendizagem escolar necessita de um repertório preexistente, de experiências vividas na infância e bem mediadas, ou seja, nomeadas e interpretadas pela família”, diz Nádia. Ajuda de todos os ladosPor todos esses motivos, antes de encaminhar o problema para um especialista, é importante que a escola realize uma investigação dentro dela mesmo e proporcione uma discussão entre professores e coordenadores. Providências como a troca de professores, aulas reforço e grupos de apoio que ajudem a criança podem ser necessárias. “A recomendação é que a escola se adapte ao aluno, que haja uma parceria e flexibilidade para rever posturas e metodologia”, diz Nádia. “É interessante, inclusive, que as escolas tenham em seu quadro psicólogas e psicopedagogas.”Nos casos em que a parceria família-escola não é suficiente, recomenda-se recorrer a um psicopedagogo, que ou é um psicólogo especializado em psicopedagogia ou um pedagogo com especialização, mestrado ou doutorado em psicopedagogia. “É realizada, então, uma espécie de ‘fisioterapia cerebral’, um trabalho que exercita as funções cognitivas ativando o sistema nervoso”, explica ela. A troca de escola deve ser considerada em alguns casos. O papel da família também é vital na retomada do interesse pelos estudos. “Os pais devem incentivar a lição de casa, olhar cadernos e mostrar interesse pelo que ela está aprendendo”, recomenda a psicopedagoga Silvia Amaral de Mello Pinto. “Às vezes, pequenos detalhes fazem uma grande diferença”, acredita ela.Tomar as providências corretas garante não só uma criança sem problemas para desenvolver seu aprendizado como adultos livres de traumas e problemas de auto-estima causados pela experiência da escola.Para saber mais: Livro “Dificuldades de Aprendizagem”, de Nádia Bossa.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Alfabetizar com que letra?

É importante entender porque a criança aprende primeiramente a letrinha de fôrma e não a cursiva e não simplesmente ensinar só porque a maioria faz assim e dá certo! Realmente, dá certo, mas há uma explicação do motivo pelo qual essa maneira é a melhor! A criança está desenvolvendo a motricidade na fase da alfabetização e a letra do tipo bastão é mais fácil para se adequar neste momento. Os rabiscos começam a se endireitar e formar letras.As letras de fôrma são ideais para esta fase, pois os caracteres são individuais e podem ser escritos um após o outro. Os traços são resumidos a pauzinhos aglomerados uns nos outros. Já as letras cursivas exigem uma agilidade maior, uma vez que, além de outras finalidades, são utilizadas para tornar o registro mais rápido. O traçado simples das letras de fôrma dão maior liberdade no ato da escrita, ao contrário das “letras de mão” que precisam de uma organização maior. O ato de ligar uma letra a outra também dificulta o processo, pois anula a ação de tirar o lápis do papel e investir as forças na próxima letra, o que ordena um esforço motor maior. Além disso, antes mesmo de serem alfabetizadas, as crianças já possuem contato com as letras de imprensa em jornais, na televisão, em livros, gibis. Elas não conseguem ler, mas fica na memória visual das mesmas.Logo, a percepção da letra de fôrma é mais rápida e fácil do que da letra cursiva. No entanto, é importante trabalhar com esta última, assim que o infante se habituar à primeira. Não há problemas se as duas formas coexistirem por um tempo, porque independente da letra o que deve sempre estar em foco é a escrita. Pois mais importante do que a letra que a criança escolhe, é a compreensão da escrita como um ato de comunicação.Por Sabrina VilarinhoGraduada em LetrasEquipe Brasil Escola